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AS ÉVORAS EM KEPA

ANTÓNIOCARRAPATO | JOSÉMIGUELSOARES | PEDROVILHENA | TELMOROCHA

 

 

Sete dias intensos revelam Évoras diferentes, em nada indiferentes ao ritmo de Kepa Junkera, músico do País Basco premiado com um Grammy.

Kepa vive por uma semana a cidade dos Cantares de Évora. É recebido com uma açorda à moda alentejana, desafio à mistura de ingredientes simples mas genuínos, tal como a música que virá a nascer.

O encontro entre a música basca e o cante alentejano é o mote inicial. Juntam-se à açorda outros artistas convidados, com raízes na música do Alentejo e ouvidos no mundo: Amílcar Vasques-Dias, António Bexiga, Beatriz Nunes, Carlos Menezes, Celina da Piedade, Galandum Galundaina, Gigabombos e Vozes do Imaginário, Mara, Mário Lopes e Vozes de Abril.

Misturam trikitixa, piano, máquinas de costura, alboque e chocalhos, pandeiros, tambores e vozes, instrumentos musicais e esculturas, viola campaniça, txalapartas e cante alentejano. Fundem patrimónios imateriais e materiais, criam lugares, não tão comuns assim, onde a imortalidade da música encontra a beleza de Évora.

Trabalha-se muito nestes sete dias. O ritmo é acelerado e gera movimento, acção. Dezenas de eborenses e instituições envolvem-se, num trabalho de produção notável.

Nascem duas dezenas de músicas que darão origem a concertos, à edição de um cd/livro, a um documentário e uma exposição de fotografia. Fotógrafos, realizadores e sonoplastas registam tudo, para construção futura de outras memórias.

Estas fotografas são partes dessa memória refectida nos olhares de António Carrapato, José Miguel Soares, Pedro Vilhena e Telmo Rocha. Focam a interacção entre músicos e espaço, congelam os momentos dos improvisados, e por vezes profanos, retratos de Kepa, desvendam as cumplicidades nos encontros de bastidores.

Sete dias passaram, sem Évora passar indiferente a Kepa e sem Kepa passar indiferente a Évora. Construíram-se pontes entre o Alentejo e Euskal Herria, novos caminhos para a música ibérica e do mundo, para a Cultura. São estas as ÉVORAS em KEPA, as que ficam na nossa memória colectiva.

 

José Coimbra

Évora, 28 de Junho de 2018

 

 

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